Governo inaugura estação de testes da TV 3.0 nesta terça-feira em Brasília
Nova tecnologia promete avanços em áudio, vídeo e interatividade; primeiras operações comerciais estão previstas para Rio e São Paulo antes da Copa de 2026.
O Ministério das Comunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) inauguram, nesta terça-feira, 14, em Brasília (DF), a primeira estação de testes da TV 3.0 no país.
O lançamento marca o início dos experimentos para a implementação do novo modelo, que promete melhorar significativamente a qualidade de áudio, vídeo e interatividade no sistema de televisão brasileiro. A expectativa é que as primeiras operações comerciais ocorram nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, com previsão de lançamento antes da Copa do Mundo de 2026.
Segundo nota do Ministério das Comunicações enviada ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a tecnologia tem autorização para ser renovada gradualmente em todo o território nacional ao longo dos próximos anos.
“A entrada em operação em cada cidade pelos emissores transporta em consideração aspectos técnicos, econômicos e de planejamento de rede”, informou a pasta.
A estação de Brasília funcionará como ambiente de validação tecnológica, solicitada de base para a expansão do novo padrão para outras capitais. Uma estrutura será utilizada para avaliar desempenho de transmissão, estabilidade do sinal, compatibilidade entre equipamentos e aplicativos, além das condições de recepção em diferentes cenários. Os dados coletados serão relevantes para embasar decisões regulatórias e o desenho do cronograma de implantação.
A adoção da TV 3.0 poderá exigir atualização dos aparelhos de recepção, seja por meio de TVs compatíveis ou pelo uso de conversores, dependendo do modelo técnico definido após os testes. O governo e o setor avaliam também como será o período de convivência com a norma atual e estudam mecanismos para minimizar impactos ao consumidor, especialmente para famílias de baixa renda.
A migração para uma nova tecnologia envolverá a modernização dos equipamentos de transmissão e processamento de sinal pelas emissoras, além da necessidade de novos receptores e componentes.
O cronograma de implantação dependerá não apenas das regulamentações e dos testes, mas também da capacidade de investimento do setor e da disponibilidade de soluções no mercado.