RESTRIÇÕES MARÍTIMAS

UKMTO informa que restrições a portos do Irã entram em vigor sem impacto imediato em Ormuz

Medidas dos EUA afetam portos iranianos, mas trânsito internacional no Estreito de Ormuz segue normal, segundo agência britânica.

Publicado em 13/04/2026 às 16:29
Estreito de Ormuz, no Oriente Médio © ANSA/AFP

A agência britânica UK Maritime Trade Operations (UKMTO) comunicou que, até ao momento, não há pedidos de interrupção no trânsito pelo Estreito de Ormuz para rotas com origem ou destino fora do Irão. No entanto, os navios podem enfrentar maior presença militar, comunicações direcionadas e inspeções durante a travessia.

A partir das 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira, passaram a vigorar as restrições de acesso marítimo anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, que afetam portos e áreas costeiras do Irã, incluindo regiões do Golfo Pérsico, do Golfo de Omã e do Mar Arábico, a leste do Estreito de Ormuz.

Segundo comunicado do UKMTO, as medidas abrangem embarcações de qualquer bandeira que operem em portos, terminais de petróleo ou instalações iranianas, protegendo toda a costa do país e a sua infraestrutura energética. Detalhes formais sobre a implementação, possíveis propostas e procedimentos adicionais deverão ser divulgados por meio de avisos oficiais a navegantes.

Os embarques neutros atualmente em portos iranianos terão um período limitado para deixar o país, conforme o UKMTO. A agência recomenda que os operadores mantenham elevado nível de atenção, prontidão nas pontes de comando e cautela nas comunicações, enquanto aguardam novas orientações.

As restrições aos portos iranianos foram determinadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo Trump, Washington não pode permitir que o Irã “chantageie ou extorque o mundo”. O presidente norte-americano também ressaltou que a segurança da via marítima é mais relevante para outras regiões do que para os EUA, embora reconheça que o fechamento impacta os preços globais do petróleo, elevando os custos dos combustíveis e da inflação. "Não usamos esse estreito. Temos nosso próprio petróleo e gás, muito mais do que precisamos", afirmou.