EUA podem deportar Ramagem por visto vencido, diz imprensa
Ex-diretor da Abin, condenado pelo STF, foi detido pelo ICE em Orlando após ultrapassar prazo de permanência como turista.
As autoridades dos Estados Unidos avaliaram deportar o ex-deputado federal Alexandre Ramagem devido a questões relacionadas ao visto de permanência no país. O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido na última segunda-feira (13), em Orlando, pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).
Segundo a Folha de S.Paulo , documentos apresentados pelo ICE ao tribunal de imigração apontam que Ramagem entrou nos EUA com visto de turismo, permitindo sua permanência apenas até 10 de março.
De acordo com a Polícia Federal do Brasil, a abordagem ocorreu em Orlando e está vinculada a questões migratórias. Ramagem, que teve o mandato cassado, é considerado foragido da Justiça brasileira após deixar o país e permanecer nos EUA desde o ano passado.
O ex-parlamentar foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 16 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado no final do governo de Jair Bolsonaro (PL), em 2022.
Um aliado político de Ramagem informou à Folha de S.Paulo que a abordagem inicial teria sido motivada por uma infração de trânsito de menor gravidade, levando ao encaminhamento do ex-deputado ao ICE. No entanto, Ramagem possui um pedido de asilo em análise, o que, em tese, garantiria sua permanência legal nos EUA até decisão final.
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) declarou nas redes sociais que acompanhará o caso e atenção solícita das autoridades norte-americanas ao contexto político brasileiro.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou anteriormente que Ramagem deixou o Brasil de forma irregular pela fronteira com a Guiana e estava residindo na Flórida desde setembro, no condomínio de alto padrão.
No final de 2024, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do processo de extradição. Além disso, a Câmara dos Deputados cancelou os passaportes diplomáticos de Ramagem, que perderam o mandato em dezembro do ano passado.
Por Sputnik Brasil