MERCADO PET

Por que o mercado pet cresce no mundo e tem Estados Unidos, China e Brasil como protagonistas

Por Assessoria Publicado em 15/04/2026 às 15:31
Hugo Galvão

Impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e pelo fortalecimento do vínculo entre pessoas e animais, o mercado pet se consolidou como um dos segmentos mais dinâmicos da economia global. Nesse cenário, Estados Unidos, China e Brasil assumem papel de protagonismo, cada um com características próprias que ajudam a explicar o avanço do setor.

Dados recentes da Euromonitor International indicam que o mercado pet global ultrapassou a marca de US$ 200 bilhões em 2024, com expectativa de crescimento contínuo nos próximos anos. Esse avanço é sustentado por fatores estruturais, como o aumento da renda em mercados emergentes, o envelhecimento populacional e, principalmente, a chamada “humanização” dos animais de estimação.

Nos Estados Unidos, maior mercado do mundo em faturamento, o consumo é fortemente orientado por qualidade, saúde e bem-estar animal. Há uma demanda crescente por alimentos naturais, produtos sustentáveis e serviços especializados, refletindo um consumidor mais exigente e disposto a investir mais por pet.

Na China, o crescimento acelerado está diretamente ligado à expansão da classe média urbana e à digitalização do consumo. O país se destaca pela forte integração entre tecnologia e varejo, com soluções que combinam e-commerce, entretenimento e experiência do usuário, um modelo que vem redefinindo o comportamento de compra no setor.

Já o Brasil figura entre os maiores mercados globais em volume, impulsionado por uma das maiores populações de pets do mundo. A forte relação emocional entre tutores e animais também impulsiona o consumo, especialmente em categorias ligadas a cuidado, alimentação e bem-estar.

Para Hugo Galvão de França Filho, diretor da Enjoy Pets, o crescimento do mercado vai além de fatores econômicos. “O pet deixou de ocupar um papel secundário dentro das famílias. Hoje, ele é tratado como membro, e isso impacta diretamente o consumo. Quando existe essa conexão emocional aliada ao aumento de renda e acesso a produtos, o crescimento do setor se torna consistente”, afirma.

Apesar da relevância global, o executivo destaca que o Brasil ainda apresenta espaço significativo para expansão. “Quando comparamos com mercados mais maduros, como o americano, percebemos diferenças importantes, como ticket médio mais baixo e menor penetração de produtos premium. Além disso, questões estruturais, como logística e carga tributária, ainda impactam o desenvolvimento do setor no país”, explica.

O avanço do comércio eletrônico também contribui para a transformação do mercado, mas de formas distintas entre os países. “A China está à frente na integração entre tecnologia e consumo, criando experiências mais completas. Os Estados Unidos se destacam pela eficiência logística, enquanto o Brasil avança rapidamente, especialmente com o crescimento dos marketplaces e da digitalização do varejo”, completa Galvão.

Mais do que uma tendência passageira, o crescimento do mercado pet reflete mudanças profundas no comportamento de consumo e na forma como as pessoas se relacionam com os animais. Países que possuírem mercados que consigam alinhar experiência, inovação e eficiência operacional terão como tendência a liderança na próxima fase de expansão do setor.