Fazenda aponta diferença metodológica em projeção do FMI para dívida brasileira
Órgão destaca compromisso com estabilidade fiscal e explica divergências em relação ao cálculo do Fundo Monetário Internacional.
O Ministério da Fazenda esclareceu, por meio de nota oficial, que as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento da dívida pública brasileira mudam das estimativas do governo devido a diferenças metodológicas e de parâmetros . A pasta reforçou o compromisso com a redução da dívida.
“O Ministério da Fazenda segue firme no compromisso com a estabilidade fiscal e a redução sustentável da trajetória da dívida. O governo federal tem um planejamento consistente de médio e longo prazo para a redução da dívida pública brasileira, que será detalhado no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027”, informou uma nota.
Mais cedo, o FMI divulgou estimativas de que a dívida pública brasileira deverá atingir 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, primeiro ano do próximo governo.
Segundo os critérios do FMI, a dívida já estava em 94% do PIB em fevereiro, conforme dados mais recentes do Banco Central. No conceito tradicional adotado no Brasil, o percentual era de 79,2%.
De acordo com o Ministério da Fazenda, grande parte da diferença entre as estimativas deve ser justa à metodologia. Pelos critérios do fundo, são incluídos na dívida todos os títulos, inclusive os da carteira livre, que não financiam o Tesouro, não estão no mercado e não são utilizados para política monetária.
“As equipes mantêm o diálogo permanente, essas distinções são transparentes e não representam problema”, acrescentou a pasta. "As propostas mais conservadoras nas restrições de crescimento e de juros de longo prazo impostas pelo FMI explicam as diferenças restantes."