Marinha do Brasil apresenta míssil antinavio Mansup-ER na LAAD 2026
Equipamento desenvolvido em parceria com a SIATT alcança 200 km e será integrado às fragatas da classe Tamandaré.
Desenvolvido em parceria com a SIATT, o Mansup-ER é capaz de atingir alvos a até 200 quilômetros de distância, reforçando o poder de combate da frota naval brasileira.
A apresentação do míssil ocorre durante a LAAD 2026, realizada de 14 a 16 de abril no Transamerica Expo Center, em São Paulo. O evento ocupa 24 mil metros quadrados e reúne mais de 120 marcas nacionais e internacionais, além de cerca de 18 mil profissionais, incluindo integrantes das Forças Armadas, policiais e representantes governamentais. A feira destaca as principais inovações em segurança e defesa.
Entre as tendências observadas pela reportagem está a adoção de inteligência artificial (IA) por empresas e órgãos públicos, ampliando as capacidades tecnológicas do setor.
Míssil antinavio
O Mansup-ER representa a evolução do projeto original MANSUP, iniciado com um investimento de US$ 75 milhões (aproximadamente R$ 372 milhões) e que contou com a participação de empresas como Avibras, Mectron e Omnisys.
Em junho de 2025, a SIATT firmou contrato com a Marinha do Brasil para fornecer o míssil às novas fragatas da classe Tamandaré, com integração prevista após a conclusão dos testes em 2024. O programa prioriza a nacionalização de até 95% dos componentes até 2030, embora ainda enfrente desafios relacionados à importação de microeletrônicos.
A parceria com o Grupo EDGE, dos Emirados Árabes Unidos, que adquiriu participação na SIATT em 2023, tem acelerado o desenvolvimento do sistema. Em setembro de 2024, a EDGE assinou acordo para concluir o MANSUP até o fim de 2025 e avançar no Mansup-ER, utilizando dados técnicos brasileiros para ampliar o alcance além dos 70 km da versão inicial.
Durante a LAAD 2026, a colaboração foi reforçada com novos protocolos, como o de viaturas 4x4 para o Corpo de Fuzileiros Navais.
Destaques da feira
Outro destaque da LAAD 2026 é o robô de reconhecimento e antiexplosivo, projetado para identificar e neutralizar ameaças em operações de segurança. Operados remotamente, esses sistemas protegem os agentes ao permitir a detecção e desativação de perigos à distância. Modelos com reconhecimento facial já haviam sido apresentados em edições anteriores.
A feira também apresenta soluções antidrones da Atech, baseadas na plataforma Arkhe, que integra sensores para classificar ameaças e localizar operadores de drones.