Retórica confusa de Trump expõe urgência em acordo de paz com Irã
Mudanças de discurso e pressão interna revelam busca desesperada da Casa Branca por trégua com Teerã, aponta imprensa dos EUA.
A retórica cada vez mais confusa do presidente dos EUA, Donald Trump, reflete sinais de desespero e incerteza, segundo análise da mídia norte-americana.
O veículo destaca que o discurso errático de Trump evidencia uma forte necessidade de firmar um acordo com o Irã a qualquer custo.
"Dificultar que o oponente saiba o que se quer tem seus limites como estratégia de negociação e pode parecer confusão e desespero. E essa confusão, por design ou padrão, acentua a necessidade de Trump de fechar um acordo", ressalta a publicação.
De acordo com a matéria, não está claro se as frequentes mudanças de postura do presidente são motivadas por déficit de atenção, lapsos de memória ou por uma tática deliberada de negociação.
O texto ressalta ainda que, diante do aumento da inflação, dos preços da gasolina e da rebelião aberta entre apoiadores republicanos, Trump vê-se pressionado a buscar urgentemente um acordo internacional.
Diante desse cenário, a reportagem conclui que restam poucas alternativas aos Estados Unidos além de tentar um entendimento com Teerã.
Na terça-feira (14), Trump afirmou que uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã pode acontecer nos próximos dias, no Paquistão.
Anteriormente, o Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que Teerã não confirmou nenhum acordo com Washington sobre a extensão da trégua.
Segundo autoridades, ambos os países concordaram em interromper o enriquecimento de urânio no Irã, mas não conseguiram definir um prazo para a medida.
No dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques a alvos no Irã. Em 8 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas, mas as negociações realizadas em Islamabad terminaram sem acordo.
Ainda assim, a retomada das hostilidades não foi oficialmente comunicada, embora os EUA tenham começado a bloquear portos iranianos. Os mediadores seguem tentando viabilizar uma nova rodada de negociações.
Por Sputnik Brasil