TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Analista afirma que EUA preparam grande ofensiva após trégua com Irã

Ex-militar dos EUA indica que calmaria atual pode anteceder ataque de grandes proporções contra o Irã.

Publicado em 16/04/2026 às 04:56
Movimentação militar dos EUA sugere possível ofensiva de grande escala contra o Irã após trégua. © AP Photo / Baderkhan Ahmad

Os Estados Unidos não pretendem estender a trégua com o Irã e já planejam uma grande operação militar contra a República Islâmica, afirmou o ex-tenente-coronel norte-americano Daniel Davis em publicação na rede social X, citando fontes militares não identificadas.

Segundo Davis, apesar dos discursos sobre uma solução pacífica, Washington está reforçando sua presença militar na região, alterando sua estratégia para uma possível escalada do conflito.

O analista explicou que os EUA esperam que um novo ataque, mais arriscado e em larga escala, pressione Teerã a ceder e aceitar as condições impostas pelo presidente Donald Trump.

"O cessar-fogo pode ser apenas a calmaria antes de uma tempestade massiva. Duas fontes militares separadas confirmaram que os EUA estão se preparando para uma 'campanha de bombardeio maciça, enorme e concentrada' no momento em que a atual calmaria terminar", escreveu Davis.

De acordo com o especialista, o aumento das forças norte-americanas no Oriente Médio revela uma situação mais urgente do que o divulgado pela mídia ocidental. Ele acrescentou que, embora um bombardeio intenso possa causar grandes danos no Irã, isso não seria suficiente para submeter a população iraniana.

"Isso só aumentará o custo de nossa futura derrota estratégica", concluiu o analista militar.

Na última quarta-feira (15), o jornal The Washington Post, com base em autoridades dos EUA, informou que milhares de soldados adicionais seriam enviados ao Oriente Médio nos próximos dias para garantir a possibilidade de novos ataques ao Irã, caso a trégua seja rompida.

Segundo as fontes do jornal, cerca de 6.000 soldados estão sendo deslocados para a região a bordo de um grupo de ataque liderado pelo porta-aviões de propulsão nuclear George W. Bush. Outros 4.200 militares de reação rápida e fuzileiros navais devem chegar até o fim do mês.

Por Sputnik Brasil