Lula reafirma oposição a invasão de Cuba e critica bloqueio dos EUA
Presidente brasileiro defende autodeterminação dos povos e condena sanções impostas à ilha caribenha
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reiterou nesta segunda-feira (20) que o Brasil se posicionará contra qualquer eventual ataque dos Estados Unidos a Cuba. Lula classificou as sanções impostas pelos norte-americanos como um "bloqueio ideológico" e "vergonha mundial", afirmando que o país caribenho "não teve a chance, depois da revolução, de decidir seu destino".
"Eu serei contra a invasão de Cuba como fui contra a da Venezuela, a da Ucrânia, a de Gaza, a do Irã. Sou contra a falta de respeito à integridade territorial das nações. Sou contra qualquer país do mundo se meter a ter ingerência política de como a sociedade de um país deve se organizar ou não. Cadê a autodeterminação dos povos?", declarou Lula, ao ser questionado por uma jornalista brasileira sobre o tema.
O presidente ainda reforçou: "Cuba é vítima de um bloqueio de 70 anos, é uma vergonha mundial. O país não teve a chance, depois da revolução, de conseguir decidir seu destino com uma potência fazendo um bloqueio ideológico contra Cuba. Sou contra qualquer bloqueio e qualquer intervenção de qualquer país."
A declaração foi feita à imprensa presente em Hannover, na Alemanha, onde Lula estava acompanhado do chanceler alemão, Friedrich Merz, que também comentou a situação.
Merz, integrante da União Democrata Cristã (CDU), partido de centro-direita, afirmou não enxergar "nenhuma base" para uma intervenção em Cuba, apesar dos "problemas" existentes no país.
"Não vemos nenhuma base e não vemos nada que seja necessária uma intervenção contra Cuba no momento. Cuba tem os seus problemas, mas não vemos que exista algum tipo de perigo para países terceiros. Então, não sei por que seria necessária uma intervenção", afirmou o chanceler alemão.