PREVIDÊNCIA SOCIAL

Ministro anuncia redução de 400 mil na fila do INSS de fevereiro para março

Nova gestão e plano emergencial buscam diminuir tempo de espera por benefícios e reconquistar confiança dos segurados

Publicado em 28/04/2026 às 17:59
Wolney Queiroz Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta terça-feira (28) uma redução significativa na fila de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo ele, de fevereiro para março deste ano, houve uma diminuição de 400 mil pessoas aguardando resposta, o que representa uma queda de 12,9%.

“Alcançamos números muito positivos de fevereiro para março, com cerca de 400 mil pessoas a menos. Deveremos manter esse percentual. O índice de redução foi de aproximadamente 12,9% e acredito que manteremos esse patamar também na análise de março para abril”, destacou Queiroz durante a abertura do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS).

Para enfrentar o desafio da fila de requerimentos, o INSS passou recentemente por mudança na presidência. Ana Cristina Silveira assumiu o comando do órgão e apresentou o plano emergencial ‘Acelera INSS’, que visa reduzir em três meses o estoque de pedidos aguardando resposta há mais de 45 dias.

Requerimentos aguardando resposta

Em sua primeira participação no CNPS, Ana Cristina informou que a fila de requerimentos do INSS caiu de 2,73 milhões em fevereiro para 2,53 milhões em março. Ela detalhou que sua prioridade à frente do órgão é reconquistar a confiança da população na Previdência Social.

A presidente do INSS dividiu a fila atual em três categorias:

- Requerimentos com menos de 45 dias: 1,099 milhão;

- Requerimentos com mais de 45 dias: 1,060 milhão;

- Requerimentos que exigem ação dos cidadãos: 458 mil.

O objetivo do plano é reduzir, em 90 dias, o número de pedidos aguardando há mais de 45 dias de um milhão para 400 mil. “Reduzindo esse estoque fora do prazo, de 1 milhão para 400 mil, vamos impactar diretamente no tempo médio de decisão, na idade média do estoque, no reconhecimento inicial de direitos e pós-perícia, além de diminuir a reincidência dos requerimentos”, explicou Ana Cristina.

Ela ainda destacou que 40% dos benefícios negados voltam a ser requeridos, o que acaba atrasando a concessão para quem realmente tem direito.

Além das ações emergenciais previstas para os próximos 90 dias, Ana Cristina anunciou que haverá reavaliações quinzenais ao final do programa, bem como a adoção de medidas estruturais para estabilizar a quantidade de requerimentos e concessões.