TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Israel intercepta flotilha de ajuda humanitária rumo a Gaza em meio à escalada de tensões com o Irã

Embarcações com suprimentos foram cercadas por militares israelenses em águas internacionais, próximo à ilha de Creta. Grupo denuncia ameaças e pede ação internacional.

Publicado em 29/04/2026 às 22:28
Militares israelenses interceptam flotilha de ajuda humanitária a caminho da Faixa de Gaza. © AP Photo / Petros Karadjias

As Forças de Defesa de Israel (IDF) interceptaram uma flotilha de ajuda humanitária em águas internacionais, nas proximidades da ilha de Creta, na Grécia, enquanto seguiam em direção à Faixa de Gaza.

A organização Global Sumud Flotilla relatou em publicações na rede X que navios militares israelenses se aproximaram do trem, cercando as embarcações.

Segundo o grupo, agentes israelenses apontaram armas de assalto para os tripulantes e ordenaram que todos se deslocassem para a parte dianteira dos navios.

“Barcos militares israelenses cercaram ilegalmente a flotilha em águas e ameaçaram sequestro e violência internacionais”, afirmou a publicação.

A Global Sumud Flotilla informou ter perdido contato com 11 embarcações e, de acordo com a imprensa israelense, pelo menos sete já teriam sido interceptadas. O grupo solicitou que os governos internacionais atuassem para proteger a flotilha e se responsabilizassem por Israel por causa do direito internacional.

Em outubro do ano passado, cerca de 500 ativistas a bordo dos navios da Global Sumud foram detidos pelo governo israelense, incluindo 15 brasileiros.

Naquela ocasião, o bloqueio imposto por Israel por terra, mar e ar na Faixa de Gaza impediu a chegada de ajuda humanitária. Para chamar a atenção das autoridades internacionais diante da crise, embarcações da Global Sumud partiram de Barcelona, ​​na Espanha, no mês passado, levando alimentos e itens básicos para a região.

Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia (UE) estimaram que a supervisão da Faixa de Gaza exigirá mais de US$ 71 bilhões (cerca de R$ 355 bilhões) na próxima década, após dois anos de guerra que devastaram moradias, hospitais e escolas.

Por Sputnik Brasil