DECISÃO MILITAR

EUA vão retirar 5.000 soldados da Alemanha, confirma porta-voz do Pentágono à Sputnik

Pentágono confirma retirada gradual de militares, citando revisão estratégica e resposta a aliados europeus

Por Sputinik Brasil Publicado em 01/05/2026 às 19:38
Soldados americanos em base militar na Alemanha; Pentágono confirma retirada de 5.000 militares. © AP Photo / Hasan Jamali

O governo dos Estados Unidos confirmou a retirada de 5.000 soldados de suas bases na Alemanha, medida que será implementada nos próximos meses.

Nesta semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, já havia sinalizado a possibilidade de reduzir o contingente, atualmente com cerca de 38 mil militares no país europeu.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, declarou à agência Sputnik que a decisão foi tomada após uma análise detalhada do equilíbrio de forças na Europa e das necessidades estratégicas do Departamento de Defesa.

"O Secretário da Guerra ordenou a retirada de aproximadamente cinco mil soldados da Alemanha. Essa decisão foi tomada após uma análise minuciosa do equilíbrio de forças do departamento na Europa e foi ditada pelas necessidades do teatro de operações, bem como pela situação no terreno", afirmou Parnell em resposta à consulta da Sputnik.

Segundo o Pentágono, o processo de retirada deve ocorrer ao longo de seis a doze meses. Atualmente, 38.000 soldados norte-americanos estão baseados na Alemanha.

Antes do anúncio oficial, a agência Reuters já havia noticiado a medida, atribuída ao secretário do Pentágono, Pete Hegseth. De acordo com a correspondente da NewsNation em Washington, Kelly Meyer, fontes informaram que a decisão foi motivada pela falta de comprometimento dos aliados europeus, conforme esperado pelo presidente Donald Trump.

Na última quinta-feira (30), Trump voltou a mencionar publicamente a possibilidade de reduzir o número de tropas na Alemanha. Dois dias antes, o presidente criticou duramente o chanceler alemão, Friedrich Merz, por sua postura em relação ao Irã.

Em 1º de abril, Trump também afirmou que considerava seriamente a retirada dos EUA da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), após a aliança se recusar a apoiar Washington em uma operação contra o Irã. O presidente classificou a resposta dos aliados como uma "mancha indelével" e reforçou que os EUA não dependem da assistência dos demais países-membros.