TENSÃO DIPLOMÁTICA

Trump afirma que tomará controle de Cuba 'quase imediatamente'

Durante jantar na Flórida, presidente dos EUA sugere ação militar e amplia sanções contra o governo cubano

Publicado em 01/05/2026 às 22:50
Donald Trump sugere ação militar e endurece sanções dos EUA contra Cuba durante evento na Flórida. © AP Photo / Ramon Espinosa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (1º), durante um jantar na Flórida, que tomará o controle da ilha de Cuba "quase que imediatamente".

"Um arquiteto que é realmente talentoso, fez muito trabalho para mim. Ele tem um dom, um belo dom hispânico em particular. E ele vem originalmente de um lugar chamado Cuba, do qual tomaremos o controle quase imediatamente", afirmou Trump.

O presidente sugeriu ainda que o porta-aviões USS Abraham Lincoln pare próximo à costa cubana como forma de pressão.

"No caminho de volta do que faremos, no caminho de volta do Irã, teremos um dos nossos grandes. Talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo. Faremos com que entrem, parem a cerca de 100 jardas da costa, e eles dirão: ‘muito obrigado, nos rendemos'", completou.

Mais cedo, Trump assinou uma ordem executiva ampliando as sanções dos EUA contra o governo cubano. As novas medidas têm como alvo pessoas, entidades e afiliados que apoiam o aparato de segurança do regime.

A ordem autoriza sanções secundárias para quem realizar ou facilitar transações com aqueles que são alvos da medida, segundo autoridades americanas.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, repudiou as novas sanções, classificando-as como "coercitivas unilaterais" e alegando que violam a Carta das Nações Unidas e buscam impor "punição coletiva contra o povo cubano".

"Os EUA não têm absolutamente nenhum direito de impor medidas contra Cuba ou contra terceiros países ou entidades", declarou Rodríguez nas redes sociais. "Eles não vão nos intimidar."

Por Sputinik Brasil