ECONOMIA

Abear alerta para impacto do aumento do QAV no setor aéreo após novo reajuste da Petrobras

Alta acumulada de 100% no querosene de aviação preocupa empresas e pode afetar conectividade nacional.

Publicado em 02/05/2026 às 14:33
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) manifestou preocupação diante do novo reajuste no preço do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras na última sexta-feira. Segundo a entidade, o aumento tem "impactos gravíssimos na conectividade do País" e, com o terceiro reajuste desde o início dos conflitos no Oriente Médio, o principal item de custo do setor aéreo já acumula alta de 100%.

A Abear argumenta que, como a Petrobras produz quase todo o QAV consumido no Brasil, o país "reúne as condições para diminuir as consequências dos choques externos para a população".

O reajuste anunciado pela estatal é de 18%, representando um acréscimo de R$ 1,00 por litro. A Petrobras informou que o aumento segue uma fórmula contratual de paridade internacional, vigente há mais de duas décadas. Para mitigar os efeitos, a companhia permitirá o parcelamento de parte do reajuste em seis vezes, com início em julho de 2026, repetindo a estratégia adotada no mês anterior, quando o aumento foi de 54%.