MERCADO INTERNACIONAL

Conflito no Oriente Médio pressiona custos, mas buscamos equilíbrio, afirma CEO da Berkshire Hathaway

Greg Abel destaca impacto dos preços do petróleo nos negócios químicos e reforça compromisso com clientes e sustentabilidade de longo prazo

Publicado em 02/05/2026 às 15:21
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, afirmou neste sábado (2) que os negócios de produtos químicos do conglomerado enfrentam pressão no curto prazo devido à alta nos preços de insumos derivados do petróleo, consequência da intensificação dos conflitos no Oriente Médio. Segundo o executivo, a empresa tem buscado reequilibrar os custos, repassando os aumentos aos clientes sempre que possível.

Durante a reunião anual de acionistas, realizada em Omaha, Abel destacou que o custo dos insumos para a indústria química praticamente dobrou em um período muito curto. “Vamos administrar isso, e essa é a vantagem de fazer parte da Berkshire. Primeiro, cuidamos do cliente, buscamos a resposta certa, gerenciamos os desafios e criamos valor”, afirmou.

O CEO explicou que, devido à alta dos insumos, o lucro da divisão química está em queda ou, no melhor cenário, estável. Apesar disso, a área segue “entregando o que o cliente precisa”. Abel acrescentou que o setor tende a se reequilibrar ao longo do tempo, à medida que os contratos permitem reajustes de preços: “No fim, seremos tratados de forma justa: os preços serão reajustados e depois podem recuar um pouco mais lentamente”, disse.

Abel também ressaltou o foco da Berkshire Hathaway em retornos de longo prazo, descartando a possibilidade de investir apenas para aproveitar a recente valorização do petróleo. “Não vamos colocar o ativo em risco para tentar obter um resultado de curto prazo só porque o preço do petróleo está mais alto”, concluiu.