Trump compara ações dos EUA contra navios iranianos a 'pirataria' no Estreito de Ormuz
Presidente dos EUA ironiza operações navais e destaca ganhos econômicos durante bloqueio a embarcações iranianas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comparou as ações da Marinha americana no bloqueio naval ao Irã no Estreito de Ormuz a atos de “pirataria”, ao comentar a apreensão de embarcações iranianas durante o conflito no Oriente Médio.
Durante evento e entrevistas realizadas na sexta-feira (1º), Trump ironizou a atuação militar dos EUA e ressaltou o caráter estratégico e econômico das operações. "É um negócio muito lucrativo. Quem diria que estaríamos fazendo isso? Somos como piratas", afirmou. Em outro momento, reforçou: "Somos meio que piratas, mas não estamos brincando".
O presidente detalhou uma ação recente em que forças americanas interceptaram e tomaram o controle de um navio iraniano. "O navio parou. Usaram rebocadores, embarcamos, assumimos o controle da embarcação, da carga e do petróleo", relatou.
As operações integram um bloqueio naval iniciado em 13 de abril, quando os Estados Unidos passaram a restringir o tráfego marítimo ligado a portos iranianos na região do Golfo de Omã, acesso ao Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.
Entre os episódios citados está a interceptação do navio “Touska”, que, segundo autoridades americanas, violava as restrições impostas. A embarcação foi abordada por forças navais, incluindo o destróier USS Spruance.
O governo iraniano reagiu duramente às ações, classificando-as como “pirataria” e “roubo em alto-mar”. Autoridades do país alertaram para possíveis retaliações e afirmaram que o bloqueio prejudica negociações em andamento.
“Advertimos que as Forças Armadas da República Islâmica do Irã em breve responderão e retaliarão contra essa pirataria armada dos EUA”, declarou o Exército iraniano, segundo a emissora estatal IRIB em publicação no Telegram.
Por Sputinik Brasil