SEGURANÇA PÚBLICA

Homem suspeito de estupro coletivo de crianças em SP é preso na Bahia

Adulto e três adolescentes são acusados de abusar sexualmente de duas crianças em São Paulo; um menor segue foragido

Publicado em 02/05/2026 às 19:57
Homem suspeito de estupro coletivo de crianças em SP é preso na Bahia Ilustração de IA

Alerta: O texto abaixo aborda temas sensíveis como violência infantil, violência sexual e estupro de vulnerável. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 100 ou 190 e denuncie.

Um homem de 21 anos foi preso na cidade de Brejões, na Bahia, na madrugada deste sábado, 2, suspeito de envolvimento em um estupro coletivo de vulneráveis ocorrido na zona leste de São Paulo. O homem, juntamente com três adolescentes já apreendidos, é acusado de abusar sexualmente de duas crianças, de 7 e 10 anos, no dia 21 de abril. Um quarto adolescente segue foragido.

O comandante da Guarda Municipal de Brejões, Sérgio Souza, divulgou nas redes sociais um vídeo que mostra o momento da prisão de Alessandro Martins dos Santos. Segundo Souza, o suspeito confessou participação no crime na capital paulista.

O Estadão tentou contato com a defesa do adulto detido e dos adolescentes apreendidos, mas não obteve retorno.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), estão em andamento os procedimentos para transferência do preso para São Paulo. "As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos e para a apreensão do quarto adolescente envolvido", informou a SSP. Dos três adolescentes, um foi apreendido em Jundiaí e outros dois na capital.

Suspeitos gravaram o crime

Os agressores filmaram o estupro de vulneráveis e compartilharam as imagens em uma rede social. Em um dos vídeos, com 63 segundos, as crianças aparecem chorando, gritando e repetindo ao menos nove vezes "para" e cinco vezes "eu não quero". Durante o ato, os autores riem, insistem e agridem as vítimas.

As crianças estão sendo acompanhadas pelo Conselho Tutelar de São Miguel Paulista, por assistentes sociais, profissionais de saúde e pelo Projeto Bem-Me-Quer, programa estadual de acolhimento a vítimas de violência sexual. Ao Estadão, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) classificou o caso como "terrível".