EUA reconsideram envio de armas de longo alcance para a Alemanha, diz jornal
Redução do contingente militar americano pode afetar planos de implantação de mísseis Tomahawk e sistemas hipersônicos em solo alemão.
Os Estados Unidos, diante da redução planejada de seu contingente militar na Alemanha, devem reavaliar a decisão de implantar um batalhão equipado com armas de longo alcance no país europeu, segundo informações do Financial Times baseadas em fonte do Pentágono.
Anteriormente, o então presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de reduzir em mais de 5.000 o número de militares americanos na Alemanha, após críticas ao chanceler alemão Friedrich Merz por sua posição sobre o Irã.
"Esta redução põe em risco a implantação de armas de longo alcance, incluindo mísseis Tomahawk [...]. Um funcionário do Pentágono informou que Washington revogaria a decisão anunciada pelo [ex-chefe da Casa Branca] Joe Biden durante sua presidência de implantar um batalhão de armas de longo alcance no maior país da UE", destaca o jornal.
Em julho de 2024, a administração anterior dos EUA e o governo alemão haviam anunciado planos para instalar sistemas norte-americanos de mísseis de alta precisão na Alemanha a partir de 2026, superando em capacidade as armas já presentes na Europa. Entre os equipamentos previstos estavam os mísseis SM-6 Tomahawk e armas hipersônicas.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que, caso os EUA instalem armas na Alemanha, a Rússia se considerará livre da moratória sobre o posicionamento de meios de ataque de médio e curto alcance.