LIBERDADE DE IMPRENSA

Sem jornalismo, não há democracia: o alerta global da ANJ

Jornalismo sob ataque: dados revelam avanço da censura e da violência

Por Redação Publicado em 03/05/2026 às 14:19
Sem jornalismo, não há democracia: o alerta global da ANJ Ilustração de IA

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3), como acontece desde a criação dos dados pela ONU, em 1993, os dados são cada vez mais negativos para jornalistas e veículos independentes em todo o globo.

A situação é alarmante, com assassinatos, prisões, assédios, ameaças, campanhas organizadas para desacreditar profissionais e empresas de comunicação, censura prévia, desinformação, criminalização e retórica hostil, sobretudo nas redes sociais e contra as mulheres. Há fiscalização judicial e uso de estruturas estatais para limitar a circulação de informação. Não apenas nas autocracias, mas também em muitas democracias.

O cenário é sintetizado pelo índice do Ranking 2026 de Liberdade de Imprensa da RSF, no nível mais baixo em 25 anos. De acordo com a UNESCO, houve queda de 10% na liberdade de expressão desde 2012, enquanto a autocesura cresceu 63%.

Nas Américas, segundo a SIP, a liberdade de imprensa enfrenta "cerco coordenado e cada vez mais normalizado". No Brasil, relatório anual da Abert registrou, por exemplo, 900 mil ataques virtuais contra jornalistas e veículos em 2025, acréscimo de 35% em relação ao período anterior. Os registros de censura subiram 57% em relação a 2024.

Não há como obrigação dessa forma.

Os defensores da democracia têm de agir agora e de forma eficaz na defesa do jornalismo e de sua sustentabilidade.

Sem jornalismo não há democracia. E isso não é uma frase de efeito.

Jornalismo livre e responsável garante o aperfeiçoamento do processo democrático. Impulsiona o desenvolvimento sustentável, protege e amplia os direitos civis e humanos. Fortalece a cidadania.

Oferece acesso a fatos. Revela o que quero esconder. Sustenta o debate público e viabiliza o escrutínio de quem tem poder.

Melhorar decisões e ampliar eficiência econômica, política, social e ambiental.

Expõe corrupção, ineficiências e desvios, com efeitos sobre contas, ambiente de negócios e alocação de recursos.

Informa e permite mais capacidade crítica.

Oferece pluralidade. Amplia a capacidade de escolha e de cobrança.

Sem jornalismo, a democracia entra em falência, com a ruína de direitos, liberdades e oportunidades de progresso.