RESULTADOS FINANCEIROS

Agibank registra lucro líquido de R$ 186,5 milhões no 1º trimestre, com queda anual de 47,7%

Banco atribui recuo a eventos temporários que afetaram a concessão de consignados do INSS; número de clientes cresce 52,6% em um ano.

Publicado em 05/05/2026 às 18:02
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O Agibank (Agi), especializado em crédito consignado, apresentou lucro líquido de R$ 186,5 milhões no primeiro trimestre de 2026. O valor representa uma queda de 47,7% em relação ao mesmo período de 2025 e de 13,2% na comparação com o trimestre anterior.

O retorno sobre o patrimônio (ROE) ficou em 26,01%, ante 45% um ano antes. As receitas totais do Agibank atingiram R$ 2,996 bilhões no trimestre, alta anual de 23,6%.

A carteira de crédito do neobanco encerrou março em R$ 35,5 bilhões, crescimento de 30,3% em 12 meses e de 1,8% no trimestre. Do total, 87% correspondem a crédito com garantia, como o consignado. A carteira de crédito consignado somou R$ 27,008 bilhões, alta de 35,8% em relação ao ano anterior. O consignado do INSS aumentou 30,5%, alcançando R$ 25,758 bilhões.

Segundo o Agibank, a originação de crédito foi 30,9% inferior à registrada no mesmo período de 2025, devido a eventos temporários e não recorrentes que interromperam a concessão de novos empréstimos consignados do INSS entre o início de dezembro de 2025 e meados de janeiro de 2026.

"Vale destacar que essa dinâmica não foi específica do Agi, refletindo, de forma mais ampla, disrupções observadas em todo o mercado, decorrentes de processos relacionados ao INSS e da implementação de novos requisitos regulatórios, que elevaram temporariamente as fricções operacionais e afetaram os volumes de originação em todo o setor", informa a empresa em seu balanço.

A taxa de inadimplência, considerando atrasos superiores a 90 dias, ficou em 3,6% no primeiro trimestre, ante 3,7% no quarto trimestre de 2025 e 2,9% no primeiro trimestre de 2025.

Clientes

O número de clientes do Agibank chegou a 7,06 milhões em março, um avanço anual de 52,6%. Entre os indicadores de capital, o índice de Basileia, que mede a solvência e a capacidade de expansão no crédito, ficou em 19,3%, acima dos 11% exigidos pelo Banco Central. Ao fim do primeiro trimestre de 2025, o índice era de 15,3%.

"A melhora observada no primeiro trimestre reforça a nossa convicção de que nossa tese de longo prazo permanece intacta. Após disrupções temporárias no segundo semestre do ano passado, nosso negócio demonstrou uma trajetória clara de recuperação", afirma o CEO do Agibank, Marciano Testa, no comunicado de resultados.

Após a divulgação do balanço, as ações do banco, que abriu capital no início deste ano, subiam 6,39% no after hours da Bolsa de Nova York, às 17h41 (horário de Brasília). No pregão regular, recuaram 3,52%.