Após 10 dias preso, ativista brasileiro Thiago Ávila é libertado por Israel
Thiago Ávila e o espanhol Saif Abu Keshek foram detidos durante missão humanitária e deportados após investigação israelense.
O ativista brasileiro Thiago Ávila, detido pelas autoridades de Israel em 29 de abril, foi libertado neste fim de semana após dez dias sob custódia das autoridades de Tel Aviv. Além do brasileiro, o espanhol Saif Abu Keshek também foi liberado.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, ambos foram deportados após a conclusão das investigações. A chancelaria israelense classificou os ativistas como “provocadores profissionais”.
"Após a conclusão da investigação, os dois provocadores profissionais, Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, da flotilha de provocação, foram deportados hoje de Israel. Israel não permite qualquer violação do bloqueio naval legal em Gaza."
Os dois ativistas foram capturados por Israel em águas internacionais enquanto seguiam para a Faixa de Gaza com ajuda humanitária.
Na última quarta-feira (6), uma comitiva formada pelas deputadas Sâmia Bonfim (PSOL-SP), Luizianne Lins (REDE-CE), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Erika Kokay (PT-DF) esteve no Itamaraty para cobrar respostas do governo brasileiro sobre a prisão de Thiago Ávila.
No dia anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou as redes sociais para afirmar que a manutenção da prisão de Ávila pelo governo de Israel era uma ação “injustificável” e pediu a libertação imediata do ativista.
"É uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos."