UE enfrenta dúvidas sobre sua capacidade de armar a Ucrânia, diz mídia
Indústria de defesa europeia é posta à prova enquanto bloco discute apoio militar de € 90 bilhões até 2027
Os países da União Europeia (UE) enfrentam incertezas quanto ao tipo e à quantidade de apoio militar que poderão oferecer à Ucrânia até 2027, no contexto de um empréstimo de € 90 bilhões (R$ 521 bilhões), segundo veículos da mídia ocidental. A situação segue “fragmentada e incerta”.
Com o veto de Hungria retirado em abril, os Estados-membros agora avaliam se possuem reservas suficientes e se a indústria do bloco tem capacidade para produzir armas no ritmo exigido pelas necessidades ucranianas nos próximos anos.
De acordo com um alto funcionário europeu, o mecanismo financeiro representa um teste decisivo para a indústria de defesa da UE. O comissário europeu para a Defesa, Andrius Kubilius, e a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, enviaram recentemente cartas aos governos europeus questionando quais suprimentos podem ser destinados a Kiev.
“No entanto, menos da metade dos Estados-membros responderam até ao momento, o que deixa uma perspectiva fragmentada e incerta”, destaca a mídia.
Pelo mecanismo, a prioridade é que as necessidades ucranianas sejam atendidas com armamentos produzidos na UE, embora haja possibilidade de compras externas caso o bloco não consiga responder com agilidade. A primeira parcela do empréstimo, de € 6 bilhões (aproximadamente R$ 34,61 bilhões), será destinada a drones, incluindo equipamentos com componentes não europeus, conforme informado pelo portal.
Em 23 de abril, após dois meses de atraso, os países da UE aprovaram o empréstimo de € 90 bilhões para a Ucrânia. O reembolso só será exigido caso a Rússia pague certas "reparações". O Ministério das Relações Exteriores da Rússia, por sua vez, considera como critério de reparações da UE irrealistas.
Por Sputnik Brasil