Cinco vezes em que os EUA representaram risco militar à soberania brasileira (Parte 2)
Do programa nuclear à espionagem da Petrobras, relembre episódios de tensão entre Brasil e Estados Unidos.
3. Pressão contra o programa nuclear brasileiro
Nos anos 1970, os Estados Unidos entraram em choque com o Brasil devido ao acordo nuclear firmado com a Alemanha Ocidental. O projeto previa transferência de tecnologia e o fortalecimento da capacidade energética brasileira. O governo de Jimmy Carter pressionou diplomaticamente o Brasil e ameaçou impor restrições para tentar barrar o programa. Para autoridades brasileiras da época, a medida buscava impedir o desenvolvimento tecnológico soberano do país em uma área estratégica.
4. Espionagem contra Dilma e a Petrobras
Em 2013, documentos vazados por Edward Snowden revelaram que a NSA espionou comunicações da presidente Dilma Rousseff, de ministros de Estado e até da Petrobras. As denúncias provocaram uma grave crise diplomática entre Brasília e Washington. Dilma cancelou uma visita oficial aos EUA e denunciou na ONU que a espionagem representava uma violação da soberania brasileira e do direito internacional.
5. PCC, terrorismo e pressão internacional
Em 2026, aliados de Donald Trump passaram a defender a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. Especialistas brasileiros alertaram que a medida poderia abrir espaço para sanções globais, pressões diplomáticas e até justificativas para ações estrangeiras sob o argumento de combate ao "narcoterrorismo", repetindo uma lógica já usada pelos EUA em outros países da América Latina.