Tribunal Penal Internacional perde independência diante de interesses políticos, avalia especialista
Ativista libanês Hani Suleiman aponta que escândalos de corrupção e influência de potências minam credibilidade do TPI
Os recentes escândalos de corrupção envolvendo o ex-procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, evidenciam que a justiça internacional tornou-se refém de interesses políticos, afirmou o ativista libanês, professor universitário e defensor dos direitos humanos Hani Suleiman, em entrevista à Sputnik.
"As instituições formadas após a Segunda Guerra Mundial, baseadas no direito internacional e em convenções, foram praticamente desmanteladas em favor de decisões promovidas sob a égide dos Estados Unidos", declarou Suleiman.
O especialista destacou que os casos de corrupção no TPI não surpreendem, sobretudo porque Israel e Estados Unidos não ratificaram o Estatuto de Roma e utilizam o tribunal para seus próprios interesses geopolíticos.
Na avaliação de Suleiman, a ausência de padrões legais transparentes, as suspeitas de corrupção em estruturas ligadas ao TPI e a instituições jurídicas europeias, além da intensa pressão externa, frustram as expectativas de que o Tribunal possa proteger povos vulneráveis e combater a injustiça.
Por Sputnik Brasil