Arapiraca capacita profissionais para ampliar uso do Implanon na rede municipal
Capacitação multiprofissional busca expandir acesso ao implante contraceptivo de longa duração nas UBSs
O município de Arapiraca avançou na ampliação da oferta de métodos contraceptivos com a chegada do Implanon ao SUS local, no final de março. Por meio de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o Ministério da Saúde (MS), a Prefeitura iniciou a capacitação de 40 profissionais da Atenção Primária, entre médicos e enfermeiros, para fortalecer a implantação do novo método.
A capacitação multiprofissional tem como objetivo qualificar o atendimento em todos os métodos contraceptivos oferecidos pelo SUS, com ênfase na inserção, revisão e retirada do implante subdérmico de etonogestrel (Implanon). O método é reversível, moderno e considerado seguro, proporcionando prevenção da gravidez por até três anos, sem necessidade de manutenção e com rápida reversão após a retirada.
Embora os profissionais da rede municipal já tenham participado de capacitações promovidas pela Secretaria de Estado da Saúde, a gestão local decidiu ampliar a qualificação, criando um novo curso para aumentar a oferta do serviço em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Layza Oliveira, coordenadora municipal de Saúde da Mulher, explica que o curso foi desenvolvido pela SMS em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a empresa Organon. Com duração de três dias, a capacitação contempla duas turmas de 20 profissionais, com atividades teóricas e práticas, incluindo treinamento em modelo anatômico e prática supervisionada nas unidades de trabalho.
Avanço importante
Implantado no final de março na rede pública de Arapiraca, o Implanon representa uma nova alternativa de contracepção reversível de longa duração, conhecida como LARC (Long-Acting Reversible Contraception). Antes, o único LARC disponível pelo SUS era o DIU de cobre, que também dispensa o uso contínuo ou correto por parte do usuário.
Além de ampliar o direito de escolha e o respeito à autonomia reprodutiva das mulheres, a iniciativa facilita o acesso a um método que pode custar até R$ 4 mil na rede privada.
Atualmente, o SUS oferece os seguintes métodos contraceptivos: preservativos externos e internos, implante subdérmico (Implanon), DIU de cobre, pílula do Dia D, anticoncepcional oral combinado, pílula oral de progestagênio, injetáveis hormonais mensais e trimestrais, laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Entre eles, apenas os preservativos garantem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).