Prejuízo da Americanas cai 24,8% no 1º trimestre de 2026, somando R$ 336 milhões
Varejista reduz perdas com avanço das vendas, integração entre lojas físicas e digital e ganhos operacionais
A Americanas registrou prejuízo líquido de R$ 336 milhões nas operações continuadas no primeiro trimestre de 2026, uma redução de 24,8% em relação ao prejuízo de R$ 447 milhões apurado no mesmo período do ano anterior.
Segundo a varejista, a melhora nos resultados foi impulsionada pelo crescimento das vendas, redução das despesas operacionais e avanço na integração entre lojas físicas e digital.
A receita líquida da companhia cresceu 20,2% no trimestre encerrado em março, totalizando R$ 3,1 bilhões. O lucro bruto avançou 16,6%, para R$ 834 milhões, mas a margem bruta recuou 0,8 ponto percentual, ficando em 27,0%.
Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o presidente da Americanas, Fernando Soares, destacou que a empresa vem colhendo frutos da estratégia de priorizar as lojas físicas e integrar o digital à operação. Segundo ele, essa abordagem ganhou força durante a Páscoa, impulsionada pelos modelos de retirada em loja e entregas a partir das unidades físicas.
O Ebitda ajustado ficou positivo em R$ 15 milhões no período, revertendo o resultado negativo de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2025. As despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) somaram R$ 851 milhões, alta anual de 3,9%. Em relação à receita líquida, esse indicador caiu de 31,9% para 27,6%, refletindo ganhos de eficiência operacional.
Para Soares, a melhora operacional também foi favorecida pela evolução da relação com fornecedores, expansão do programa de fidelidade Cliente A e avanço dos serviços financeiros. O diretor financeiro (CFO), Sebastien Durchon, acrescentou que o cartão da companhia já movimentou mais de R$ 1 bilhão em transações em menos de um ano, com emissão superior a 100 mil cartões por mês.
O resultado financeiro permaneceu negativo em R$ 131 milhões, mas houve melhora de 26,8% frente às perdas de R$ 179 milhões do primeiro trimestre do ano passado. A companhia também registrou despesas de R$ 28 milhões relacionadas à investigação sobre fraudes contábeis, acima dos R$ 15 milhões de um ano antes.
A Americanas ponderou que parte do crescimento no trimestre foi beneficiada pelo efeito calendário da Páscoa. Considerando os quatro primeiros meses do ano, as vendas em mesmas lojas cresceram 7,8%.
No consolidado, incluindo operações descontinuadas, a Americanas reportou prejuízo líquido de R$ 329 milhões no trimestre, ante perdas de R$ 496 milhões no primeiro trimestre de 2025.