Marinha britânica enfrenta crise: mais almirantes do que fragatas e atrasos em novos navios
Revista aponta falhas graves na construção das fragatas Tipo 31, com custos elevados e atraso no cronograma.
A construtora naval britânica Babcock admitiu ter realizado a construção fora de sequência de duas fragatas do Tipo 31, o que resultará em um volume significativo de retrabalho e atrasos no projeto, segundo reportagem de uma revista dos Estados Unidos.
A publicação destaca que, embora a Marinha Real do Reino Unido tenha sido uma potência dominante nos séculos XIX e XX, atualmente enfrenta um declínio expressivo. Hoje, a marinha britânica conta com menos navios de guerra operacionais do que almirantes em sua estrutura.
"As duas primeiras fragatas da aguardada classe Inspiration Tipo 31 da Marinha, que deveriam ser os pilares da frota, foram montadas fora da sequência planejada. E não se trata de um simples equívoco. A situação provocou meses de atraso e custos estimados em até £ 140 milhões [R$ 939,6 milhões] para corrigir o problema", ressalta a publicação.
De acordo com a matéria, o programa já enfrentava atrasos recorrentes devido à necessidade de refazer trabalhos em razão de alterações no projeto e problemas anteriores na construção. As dificuldades mais graves atingem a embarcação principal, mas o segundo navio também foi afetado por desafios semelhantes.
Como consequência, o cronograma do projeto ficou ainda mais comprometido e novos atrasos são considerados prováveis. Apesar dos contratempos, as fragatas devem manter a proposta de serem navios flexíveis de uso geral, porém as correções feitas na etapa final tornaram a conclusão mais complexa e onerosa, conclui o artigo.
Anteriormente, um jornal britânico noticiou que o chefe do Estado-Maior da Marinha, almirante Gwyn Jenkins, reconheceu que a Marinha Real do Reino Unido não está preparada para um conflito armado. Segundo o jornal, é necessário um esforço significativo para que a força naval britânica esteja apta a enfrentar uma guerra com sucesso.
Ainda segundo a publicação, a declaração de Jenkins foi considerada a crítica mais contundente às forças armadas britânicas em meio à crescente pressão sobre o primeiro-ministro, Keir Starmer, para aumentar os gastos com defesa para 3% do PIB.