Marinha chinesa testa defesa antimíssil avançada e sinaliza salto na guerra naval moderna
Novo sistema de defesa antimísseis promete ampliar poder de destróieres e reforçar posição da China em cenários de combate naval.
A Marinha chinesa realizou testes com um sistema avançado de defesa antimísseis destinado à sua crescente frota de destróieres, conforme divulgado por uma revista norte-americana.
Segundo a publicação, o novo equipamento deve ampliar de forma significativa a capacidade de defesa antimísseis de diferentes classes de navios de guerra chineses.
"Os testes avaliaram a capacidade de interceptação do sistema em ambientes eletromagnéticos complexos, inclusive contra alvos em altitudes ultrabaixas. A expectativa é que o sistema seja incorporado aos destróieres das classes Tipo 055 e Tipo 052D da Marinha, e possivelmente a embarcações menores, como a fragata Tipo 054", destaca a revista.
De acordo com a matéria, a China tem demonstrado avanços rápidos em tecnologia naval, conseguindo interceptar com sucesso múltiplos alvos de drones de alta velocidade e baixa altitude durante os testes.
O sistema se mostrou capaz de enfrentar perfis de ataque complexos, incluindo ameaças que voam rente ao mar e simulações de ataques hipersônicos. Esses resultados evidenciam a sofisticação dos projetos chineses em defesa antimísseis e resistência à guerra eletrônica.
Paralelamente, a frota chinesa de destróieres está sendo equipada com armamentos e sensores de última geração, tornando-se cada vez mais poderosa. O teste reforça a capacidade da China de se manter competitiva na guerra naval moderna, conclui o artigo.
Anteriormente, veículos de comunicação ocidentais relataram que a China testou o destróier furtivo Tipo 055 Anqing em exercícios avançados de guerra eletrônica. Segundo as informações, no início de março, os destróieres Anqing e Dongguan foram confirmados como o nono e o décimo navios dessa classe, ambos com melhorias em relação às versões anteriores, compondo um segundo lote de produção mais moderno.
Esses treinamentos evidenciam o foco chinês nos pilares da guerra naval contemporânea, como detecção ágil, controle preciso de fogo e integração eficiente em redes de combate no teatro de operações.