TENSÃO NO JUDICIÁRIO

Lula cogita reenviar nome de Jorge Messias ao STF após derrota no Senado

Presidente não descarta nova indicação do chefe da AGU, ampliando impasse com Davi Alcolumbre

Publicado em 17/05/2026 às 15:21
Lula avalia nova indicação de Jorge Messias ao STF após derrota no Senado e clima tenso com Alcolumbre. © Foto / José Cruz / Agência Brasil

A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal não encerrou os planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, Lula avalia, nos bastidores, reenviar a indicação ao Senado nos próximos meses.

A informação foi publicada neste domingo (17) pela Folha de S.Paulo. Conforme aliados, Lula quer sinalizar que não aceitará interferências em uma atribuição considerada exclusiva do chefe do Executivo: a escolha de ministros da Suprema Corte.

O clima em Brasília ficou mais tenso após a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Durante o evento, Jorge Messias foi aplaudido por parte dos presentes, gesto visto pelo governo como demonstração pública de solidariedade após a derrota no Senado.

Segundo a publicação, integrantes do Planalto também observaram a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que teria evitado manifestações de apoio ao chefe da AGU durante a solenidade. Auxiliares relatam ainda que Lula manteve distância de Alcolumbre no evento, evidenciando o desgaste na relação entre ambos.

Messias cogitou deixar o governo

Após ter sua indicação barrada pelos senadores, Jorge Messias reduziu compromissos públicos e chegou a discutir com pessoas próximas a possibilidade de deixar o governo federal. O presidente, no entanto, pediu cautela e orientou o advogado-geral a não tomar decisões precipitadas diante do impacto político da votação.

Messias entrou em férias no último dia 13 e deve retomar as atividades no fim de maio. Dentro da AGU, há avaliações de que sua permanência pode gerar desconforto institucional nas relações com ministros do STF.

Por Sputnik Brasil