Bolsas da Ásia-Pacífico recuam após nova ameaça de Trump ao Irã
Tensões geopolíticas e receio de escalada no Oriente Médio pressionam índices acionários e petróleo
As bolsas da região Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente na baixa nesta segunda-feira (18), refletindo as reformas investidas geopolíticas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a ameaçar o Irã. O cenário elevou os temores de uma nova escalada no Oriente Médio e possíveis intempéries no global global de petróleo.
O índice japonês Nikkei recuou 0,97% em Tóquio, encerrando o dia aos 60.815,95 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,11%, para 25.675,18 pontos, enquanto o Taiex cedeu 0,68% em Taiwan, fechando a 40.891,82 pontos. Na contramão, o sul-coreano Kospi avançou 0,31% em Seul, atingindo 7.516,04 pontos, após queda superior a 6% no pregão anterior.
Em publicação na rede Truth Social no domingo, Trump afirmou que “o relógio está correndo” para o Irã e alertou que “não vai sobrar nada” se nenhuma ação for tomada em breve. O presidente norte-americano, no entanto, não especificou quais medidas espera de Teerã, nem detalhou as possíveis consequências.
O impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã segue impulsionando o preço do petróleo. No fim da madrugada, o Brent subia quase 1%, superando US$ 110 por barril.
A tensão no Oriente Médio voltou ao centro das atenções após a reunião de cúpula entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, que terminou na semana passada sem anúncios concretos.
Na China continental, os mercados oscilaram próximos da estabilidade, reagindo aos dados de produção industrial e vendas no varejo abaixo do esperado. O Composto de Xangai caiu 0,09%, para 4.131,53 pontos, enquanto o Composto de Shenzhen teve alta de 0,03%, para 2.862,44 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana também acompanhou as viés negativas da região. O S&P/ASX 200 recuou 1,45% em Sydney, encerrando aos 8.505,30 pontos.
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