ECONOMIA INTERNACIONAL

Durigan levará impactos da guerra no Oriente Médio e minerais críticos ao G7

Ministro da Fazenda destaca estabilidade econômica do Brasil e pretende atrair investimentos internacionais durante encontro das maiores economias do mundo.

Publicado em 18/05/2026 às 07:18
O ministro da Fazenda, Dario Durigan © Foto / Washington Costa / Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (18) que abordará três temas centrais na reunião dos ministros de finanças do G7, grupo que reúne as sete maiores economias do mundo: os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio, a posição do Brasil como porto seguro para investimentos e a discussão sobre críticos minerais.

Após participar de um evento sobre tributação internacional em Paris, Durigan ressaltou que pretende apresentar o Brasil como uma economia sólida e estável. O ministro destacou ainda o Eco Invest e outros programas como instrumentos para inserir investimentos ao País, oferecendo, por exemplo, proteção cambial.

“Esse debate sobre a economia brasileira, como o nosso real está estável, como a Bolsa brasileira, apesar das últimas semanas ter sofrido, como todos no mundo sofreram, é a Bolsa que mais tem respondido bem ao investimento, como os ativos brasileiros ainda me parecem interessantes”, afirmou Durigan aos jornalistas.

O ministro também disse que levará ao G7 a discussão sobre minerais críticos, tema de um projeto de lei complementar (PLP) recentemente aprovado na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a proposta oferece busca segurança jurídica e evita judicializações, facilitando o investimento internacional no setor.

“O incentivo ao investimento no País é fundamental e depende de segurança jurídica, por isso, um novo marco que garanta procedimentos sérios, seguros e evite a judicialização”, explicou. “Ao fazer esse chamado ao investimento, também incluímos o tema dos minerais críticos, principalmente para países como a França, que já demonstraram grande interesse nessa área.”

Sobre o enfrentamento aos efeitos econômicos da guerra, Durigan alertou que países como Portugal, Espanha e Alemanha têm medidas adotadas semelhantes ao Brasil, como subsídios limitados e desonerações para combustíveis específicos. Segundo ele, participar da reunião do G7 é importante para acompanhar as melhores práticas internacionais.

Questionado pela imprensa, o ministro declarou que está disposto a levar o debate sobre a tributação dos super-ricos ao G7, embora reconheça que a discussão sobre justiça tributária depende de espaço na pauta do encontro.