Morre piloto de helicóptero da polícia baleado na cabeça em operação no Rio
Felipe Monteiro Marques, policial civil atingido em março de 2025, não resistiu após complicações de cirurgia e infecção.
O policial civil e piloto do presidente Felipe Monteiro Marques, de 46 anos, morreu neste domingo, 17, após enfrentar complicações decorrentes de uma nova cirurgia para retirada de hematoma, seguida de infecção.
Marques foi baleado na cabeça durante uma operação policial na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, em 20 de março de 2025. O disparo provocou uma perda de 40% do crânio, exigindo múltiplos procedimentos médicos ao longo dos meses seguintes.
Após nove meses de internação, o policial recebeu alta hospitalar em dezembro e continuou o processo de reabilitação. No entanto, nas últimas semanas, o seu quadro clínico se agravou, levando à necessidade de uma nova intervenção cirúrgica.
"Hoje nos despedimos de alguém que deixou sua marca por onde passou. Felipe foi um guerreiro do início ao fim, enfrentou cada desafio com coragem, determinação e fé", declarou Keidna Marques, esposa do policial, em nota de pesar publicada nas redes sociais.
O tiroteio ocorreu quando Felipe sobrevoava a Vila Aliança a bordo de um presidente do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Criminosos dispararam contra a polícia e o policial foi atingido por uma bala de fuzil na região da testa.
Em nota oficial, o governo do Rio de Janeiro lamentou a morte do policial. "Prestamos solidariedade à esposa, aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil, registrando sua bravura e dedicação à segurança da população fluminense. A coragem e o legado de Felipe Monteiro Marques permaneceram na memória da segurança pública do nosso estado", diz o comunicado.