Juros futuros intensificam queda com alívio global após trégua entre EUA e Irã
Redução das tensões geopolíticas, queda do petróleo e do dólar pressionam taxas no Brasil; Irã sinaliza trégua prolongada
Os juros futuros acentuaram a queda no início da manhã desta segunda-feira, 18, acompanhando o recuo do petróleo — que cai mais de 1% — e a desvalorização do dólar frente ao real. O movimento ocorre após os Estados Unidos suspenderem sanções petrolíferas ao Irã, o que trouxe alívio aos mercados globais.
Todos os retornos dos Treasuries norte-americanos operam em baixa, refletindo o ambiente de menor aversão ao risco.
Mesmo os juros de curto prazo recuam, após abrirem a sessão próximos da estabilidade.
Além disso, o Irã manifestou interesse em uma trégua longa, em múltiplas fases, no conflito com os EUA, e defende uma abertura gradual e segura do Estreito de Ormuz, segundo documento divulgado pela Al Arabiya.
O documento também indica que Teerã estaria disposto a aceitar um "congelamento nuclear prolongado", em vez de um "desmantelamento completo" do programa nuclear.
Às 9h54, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuava para 14,180%, ante 14,227% no ajuste anterior.
O DI para janeiro de 2029 caía para 14,035%, contra 14,160% anteriormente, enquanto o DI para janeiro de 2031 cedia para 14,130%, de 14,251% na sexta-feira.