TENSÃO INTERNACIONAL

Trump volta a ameaçar Irã e cogita retomar ataques com apoio de Israel, diz imprensa

Presidente dos EUA eleva pressão sobre Teerã, ameaça nova guerra e movimenta forças militares em parceria com Israel. Negociações seguem paralisadas e tensão afeta transporte de petróleo.

Por Sputinik Brasil Publicado em 18/05/2026 às 12:02
Trump eleva ameaças ao Irã e cogita retomar ataques com apoio de Israel em meio a impasse nuclear. © AP Photo / Alex Brandon

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar a pressão sobre o Irã, ameaçando uma nova guerra caso Teerã não aceite os termos norte-americanos para limitar o programa nuclear. Trump afirmou que o Irã precisa agir rapidamente "ou não sobrará nada", enquanto as negociações permanecem paralisadas e a tensão no estreito de Ormuz impacta o mercado global de petróleo. Washington e Israel já preparam uma possível retomada de ataques militares.

O Irã, fortalecido após recentes embates, rejeitou as exigências dos EUA e mantém o impasse diplomático há semanas. O estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo, segue sob ameaça de bloqueio, ampliando a instabilidade na região.

Em mensagem recente nas redes sociais, Trump declarou que "o tempo está se esgotando" para o Irã, mas não definiu prazos claros, repetindo ameaças já feitas nos últimos meses. Teerã, por sua vez, apresentou uma nova contraproposta por intermédio do Paquistão, que atua como mediador no conflito.

Questionado sobre as ameaças, o porta-voz iraniano Esmaeil Baghaei afirmou: "Não se preocupem, sabemos muito bem como responder." Autoridades iranianas reforçaram a promessa de forte retaliação caso sejam atacadas novamente pelos EUA ou por Israel.

No Pentágono, cresce a expectativa de que a Operação Fúria Épica — suspensa após o cessar-fogo do mês passado — seja retomada nos próximos dias. Fontes do Oriente Médio informaram à mídia norte-americana que Estados Unidos e Israel realizam os maiores preparativos militares desde a trégua, com possibilidade de novos ataques ainda nesta semana.

O conflito teve início no fim de fevereiro, com um ataque conjunto EUA-Israel contra o Irã, arrastando boa parte do Oriente Médio para a guerra. Analistas ponderam que bombardeios aéreos dificilmente farão Teerã recuar, enquanto uma operação terrestre para apreender urânio enriquecido colocaria tropas americanas em risco e ampliaria a rejeição interna ao conflito.

Em meio ao impasse, Trump lançou uma campanha de pressão para reabrir o estreito de Ormuz, incluindo o breve Projeto Liberdade, que visava escoltar navios retidos na hidrovia. A iniciativa, porém, durou apenas um dia e foi suspensa para dar espaço a novas negociações, ainda sem avanços concretos.

O cenário permanece de alta tensão, com negociações estagnadas, ameaças públicas e movimentações militares intensas, enquanto Washington tenta forçar um acordo e Teerã demonstra disposição para resistir.