ECONOMIA GLOBAL

FMI eleva projeção de crescimento do Reino Unido em 2026 para 1%

Apesar da revisão positiva, Fundo alerta para impactos do conflito no Oriente Médio e prevê política monetária restritiva

Publicado em 18/05/2026 às 12:14
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido em 2026, passando de 0,8% em abril para 1,0%. Apesar da melhora, a instituição ainda prevê uma desaceleração da economia britânica, após avanço estimado de 1,3% em 2025. As informações constam em relatório divulgado nesta segunda-feira, 18, no âmbito da consulta do Artigo IV.

Segundo o FMI, embora a economia do Reino Unido tenha demonstrado resiliência nos últimos anos, a guerra no Oriente Médio tem prejudicado as perspectivas de curto prazo. A expectativa é de uma recuperação gradual à medida que o choque associado ao conflito geopolítico se dissipe.

"Assim que o choque nos preços da energia se dissipar, o crescimento deverá se recuperar no segundo semestre de 2027 e se estabilizar em torno do potencial no médio prazo", destaca o relatório.

A instituição projeta que a inflação cheia subirá temporariamente, atingindo um pico pouco abaixo de 4% ao fim de 2026, para então desacelerar no segundo semestre de 2027 e retornar à meta de 2% até o fim daquele ano.

O relatório ressalta ainda que, diante desse cenário, a política monetária do Banco da Inglaterra (BoE) deve permanecer restritiva, a fim de evitar que a alta dos preços de energia se propague para a inflação subjacente e o crescimento salarial.

"A alta dos preços da energia elevará a inflação geral este ano, ao mesmo tempo que afetará negativamente a produção, complicando o ajuste da política monetária", aponta o FMI. "Dada a excepcional incerteza, o BoE deve manter a flexibilidade para ajustar a política monetária em qualquer direção e estar preparado para responder com firmeza caso os efeitos secundários se mostrem mais fortes do que o previsto", acrescenta a instituição.