Ministério da Fazenda mantém projeção de alta de 2,3% para o PIB em 2026
Estimativa oficial segue acima das previsões do mercado e aponta otimismo com indústria extrativa e serviços.
O Ministério da Fazenda manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 em 2,3%. Para 2025, a estimativa segue em 2,6%. Os dados constam do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta segunda-feira (3) pela Secretaria de Política Econômica (SPE).
As projeções da SPE continuam acima das medianas do último relatório Focus, que apontam crescimento de 1,85% para o PIB em 2026 e de 1,77% para 2027.
Segundo a SPE, "o efeito contracionista da Selic mais elevada é compensado pela alta do preço do petróleo, que atua por dois canais: os efeitos diretos sobre a indústria extrativa e seus encadeamentos produtivos, e a melhora dos termos de troca e do saldo da balança comercial, movimento já observado nos dados até abril". A secretaria manteve a projeção de crescimento para o PIB do primeiro trimestre em 1% na margem e 1,8% na comparação anual.
De acordo com o Ministério da Fazenda, as estimativas permanecem sustentadas pela divulgação de indicadores coincidentes, que apontaram desempenho em linha com o projetado para o PIB total.
Para o setor agropecuário, a projeção foi mantida em 1,2%, já incorporando os resultados da LSPA de março. Na indústria, espera-se alta de 2,2%, com o desempenho mais fraco da manufatura no início de 2026 sendo compensado pelo dinamismo da indústria extrativa, favorecida pela elevação dos preços do petróleo.
O setor de serviços também mantém projeção de crescimento em 2,4%, "sustentada pela entrada em vigor da isenção do imposto de renda, pela expansão do crédito consignado privado e pelo crescimento da massa real de rendimentos em um mercado de trabalho ainda resiliente".
Para 2027, a SPE afirma que a estimativa foi mantida devido aos efeitos defasados do ciclo de flexibilização monetária, com redução da Selic ao longo de 2026 e 2027, conforme as expectativas do mercado.
A partir de 2027, o ritmo de crescimento deve acelerar levemente em relação a 2026. "Este cenário conta com os impactos positivos e graduais da Reforma Tributária, além do Plano de Transformação Ecológica. Cabe ressaltar que este crescimento esperado é próximo ao crescimento potencial estimado para a economia brasileira", destaca a SPE.