EDUCAÇÃO E CIÊNCIA

Lula defende autonomia do Estado na definição de cursos universitários

Presidente afirma que o Brasil não pode permitir que o mercado dite a formação dos jovens e destaca investimentos em ciência e tecnologia

Publicado em 18/05/2026 às 14:33
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não pode permitir que o mercado determine o que os jovens devem estudar no ensino superior. Segundo Lula, cabe ao Estado identificar quais profissionais o País precisa formar para garantir evolução e autonomia nacional.

"A gente não pode continuar permitindo que seja o mercado que determine que tipo de curso um jovem ou uma jovem vai fazer na universidade", declarou nesta segunda-feira (18), durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). "Cabe ao Estado levantar quais profissionais precisamos formar. Não para que a pessoa ganhe dinheiro, mas para que o País evolua e ganhe autonomia."

Sobre investimentos em ciência e tecnologia, Lula ressaltou que é fundamental avaliar o custo de não investir nessas áreas. "É como comprar a prestação, em parcelas que cabem no seu bolso", comparou.

O presidente também criticou a forma como os brasileiros são tratados em relação à pesquisa e tecnologia, afirmando que muitas vezes há desdém ou um olhar colonizado. Ele defendeu que as pesquisas e produtos nacionais devem ser valorizados, destacando ainda a sustentabilidade e a eficiência do biodiesel brasileiro.

As novas linhas de luz síncrotron do acelerador Sirius ampliam a capacidade brasileira de pesquisa em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais. Lula afirmou que investimentos desse tipo não são caros diante do potencial de retorno para o País.

No evento, também foi lançada a Pedra Fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, coordenado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa busca expandir o desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos métodos de diagnóstico. O ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, participou da cerimônia.