BALANÇO FINANCEIRO

XP registra alta de 7% no lucro líquido ajustado no 1º trimestre de 2026

Receita bruta da companhia alcançou R$ 4,9 bilhões, com destaque para o crescimento no banco de atacado

Publicado em 18/05/2026 às 18:19
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A XP registrou um aumento de 7% em seu lucro líquido ajustado no primeiro trimestre de 2026, totalizando R$ 1,318 bilhão em 12 meses. Em relação ao quarto trimestre de 2025, o resultado permaneceu praticamente estável, com leve recuo de 1%.

A receita bruta somou R$ 4,919 bilhões no período, o que representa alta de 8% frente ao primeiro trimestre do ano anterior, mas queda de 7% na comparação trimestral. No segmento de varejo, a receita atingiu R$ 3,773 bilhões, 10% acima do registrado um ano antes, porém 2% inferior ao trimestre anterior.

No banco de atacado, que agora engloba o negócio institucional, Grandes Empresas e Mercado de Capitais, o crescimento foi de 26% em relação ao mesmo período de 2025, com receitas de R$ 1,146 bilhão, apesar de uma queda de 8% em relação ao último trimestre do ano passado.

A receita líquida ficou em R$ 4,733 bilhões entre janeiro e março, alta de 8% na comparação anual e retração de 7% em relação ao quarto trimestre.

Segundo a XP, o avanço anual da receita bruta foi impulsionado pelo aumento no volume de renda variável, novas verticais e outros segmentos, incluindo floating e novos negócios em ritmo acelerado. O desempenho do varejo foi influenciado pelo maior volume negociado em ações e contratos futuros.

O EBT (lucro antes dos impostos) atingiu R$ 1,418 bilhão, alta de 8% na comparação anual, mas queda de 14% em relação ao trimestre anterior. A margem EBT subiu para 30% no primeiro trimestre, com acréscimo de 5 pontos-base em 12 meses e redução de 273 pontos-base no trimestre.

O retorno sobre o patrimônio líquido ajustado (ROAE) ficou em 21,7%, recuo de 235 pontos-base em relação ao mesmo período de 2025 e de 108 pontos-base ante o último trimestre.

A base de ativos totais dos clientes (AuC, AuM e AuA) atingiu R$ 1,529 trilhão, crescimento de 15% no ano, impulsionada por R$ 85 bilhões em captação líquida e R$ 116 bilhões de valorização de mercado. A captação líquida totalizou R$ 14 bilhões, uma queda de 39% em 12 meses e de 55% no trimestre.