EUA consideram intervenção militar em Cuba após fracasso das sanções, diz imprensa
Após bloqueio e sanções não surtirem efeito, governo Trump avalia cenários militares para pressionar Havana
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a considerar uma intervenção militar em Cuba após concluir que as sanções econômicas e o bloqueio de combustível não atingiram os resultados esperados, segundo informou nesta segunda-feira (18) o jornal Politico, citando fontes.
"A ideia inicial sobre Cuba era que a liderança fosse fraca e que a combinação de sanções reforçadas, um bloqueio de petróleo e vitórias militares dos EUA na Venezuela e no Irã pressionasse os cubanos a fazer um acordo. Agora, o Irã saiu do controle e os cubanos estão se mostrando muito mais resistentes do que o esperado", afirmou uma fonte do governo norte-americano ao veículo.
De acordo com a publicação, o Pentágono analisa diferentes cenários militares, que variam de ataques aéreos pontuais para pressionar Havana até uma intervenção terrestre em larga escala, com o objetivo de promover uma mudança de regime no país caribenho.
O jornal informou ainda que o Comando Sul dos EUA iniciou, nas últimas semanas, um ciclo de planejamento operacional focado em uma possível ação militar contra Cuba.
Na última quinta-feira, o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Havana liderando uma delegação norte-americana e se reuniu com representantes do Ministério do Interior cubano, conforme informou o governo da ilha.
No sábado (17), veículos de imprensa dos EUA divulgaram que integrantes do alto escalão do governo Trump discutem a possibilidade de sequestrar o ex-líder cubano Raúl Castro, em modelo semelhante ao adotado recentemente na Venezuela.
Em janeiro, Trump assinou uma ordem executiva autorizando tarifas contra importações de países que fornecem petróleo a Cuba e declarou estado de emergência, alegando ameaça cubana à segurança nacional dos EUA.
A medida agravou a crise de combustível em Cuba, afetando setores como geração de energia, transporte, saúde e produção de alimentos. Para amenizar a situação, Havana recebeu doações de petróleo de países como Rússia e México, além de ajuda humanitária do Brasil e da Colômbia.
Por Sputnik Brasil