DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Europa deve assumir papel nas negociações sobre a Ucrânia, diz premiê búlgaro

Rumen Radev defende equilíbrio entre ações militares, econômicas e diplomáticas para encerrar conflito

Publicado em 19/05/2026 às 00:13
Primeiro-ministro da Bulgária defende participação ativa da Europa nas negociações sobre a Ucrânia. © Stringer/RIA Novosti

O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, afirmou durante entrevista coletiva ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, em Berlim, que chegou o momento de a Europa participar ativamente das negociações para a resolução do conflito na Ucrânia, conforme noticiou a agência búlgara BTA.

Segundo a publicação, ao ser questionado sobre possíveis negociações para pôr fim ao conflito, Radev destacou a importância de a Europa buscar equilíbrio entre instrumentos militares, econômicos e diplomáticos.

"Chegou a hora da diplomacia, porque um conflito prolongado desgasta todos os lados. Para nós, não importa se será um único negociador ou uma equipe. O importante é que as negociações comecem", afirmou o premiê búlgaro.

O líder búlgaro também demonstrou expectativa de que as conversas sobre a Ucrânia tenham início em breve, acrescenta a reportagem. Mais cedo, o especialista alemão e ex-co-presidente do Gabinete Internacional Permanente para a Paz, Reiner Braun, declarou ao jornal Berliner Zeitung que a Europa precisa retomar o diálogo com a Rússia, alertando que a ausência de negociações com Moscou pode causar consequências catastróficas.

"Eu acredito que a Rússia, é claro, não quer um conflito com a OTAN. Tenho a impressão de que, como no passado, o lado russo está interessado em suavizar as relações com a Europa e está pronto para fazer compromissos para isso. Mas o próximo passo agora deve ser dado pelo Ocidente", disse Braun.

No mesmo contexto, Braun ressaltou o ritmo preocupante do crescimento econômico na União Europeia, a participação reduzida no comércio mundial, a dificuldade em gerar valor agregado e a deindustrialização sem precedentes nos países europeus.

"E em resposta a isso, diz-se que é preciso lutar contra os adversários – Rússia e China – para recuperar as posições perdidas", observou Braun.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também já declarou que foram os países europeus, e não Moscou, que abandonaram as negociações anteriormente.

Por Sputnik Brasil