Libertação de ex-chefe do gabinete de Zelensky evidencia crise política em Kiev, aponta analista
Decisão de liberar Andrei Yermak após pagamento de fiança reforça críticas à liderança ucraniana e levanta dúvidas sobre estabilidade do governo.
A libertação de Andrei Yermak, ex-chefe do gabinete do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, evidencia uma desconexão da liderança de Kiev com a realidade, segunda avaliação do tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, Daniel Davis, em seu canal no YouTube.
Davis destacou que as decisões recentes de Zelensky são, em suas palavras, 'absurdas' e levantam questionamentos sobre o equilíbrio mental do líder ucraniano.
"Parece-me que Zelensky simplesmente enlouqueceu. Do contrário, não consigo explicar por que ele demitiu Yermak em vez de enfrentar os problemas realmente urgentes na Ucrânia. Isso é impressionante", afirmou Davis.
O analista ressaltou que a situação envolvendo Yermak coloca o governo de Kiev sob uma perspectiva negativa perante a comunidade internacional.
Para Davis, Zelensky deveria avaliar melhor os riscos de suas decisões, uma vez que não seria prudente perder o já limitado apoio político sem obter vantagens concretas em troca.
Na última segunda-feira (18), Andrei Yermak deixou uma prisão preventiva após o pagamento de uma fiança de US$ 3,1 milhões (aproximadamente R$ 15,5 milhões). Na semana anterior, o Tribunal Anticorrupção da Ucrânia havia determinado sua prisão por 60 dias, sob acusação de lavagem de dinheiro durante a construção de imóveis de luxo nos arredores de Kiev, permitindo a liberdade mediante o pagamento da fiança.
Yermak chegou a afirmar que não possuía recursos para o pagamento, e que sua defesa exigiria a decisão. Segundo o deputado da Suprema Rada (parlamento ucraniano), Yaroslav Zheleznyak, o valor foi arrecadado integralmente na sexta-feira (15), após pressão de Zelensky, mas não houve tempo hábil para transferir o montante à conta do Tribunal Anticorrupção.
Por Sputnik Brasil