TRIBUNAL DO RIO

Justiça nega pedido da defesa de Jairinho para adiar julgamento do caso Henry Borel

Desembargador rejeita Habeas Corpus e mantém julgamento de Jairinho e Monique para 25 de maio, após tentativa de adiamento pela defesa.

Publicado em 19/05/2026 às 10:29
Henry Borel YOUTUBE/Reprodução Fonte: Agência Senado

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou o pedido da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, para adiar o julgamento marcado para o próximo dia 25 de maio. Jairinho é acusado, ao lado da ex-companheira Monique Medeiros, pela morte do menino Henry Borel.

Em decisão publicada nesta segunda-feira, 18, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto rejeitou o pedido de urgência em Habeas Corpus apresentado pelos advogados do ex-vereador.

O julgamento, previsto para segunda-feira, 25, havia sido interrompido em março deste ano após a defesa abandonar o plenário, o que levou à suspensão da sessão do Tribunal do Júri.

"A decisão do TJ-RJ deixa claro que não há mais espaço para manobras protelatórias que tentem afastar o julgamento pelo Tribunal do Júri. Meu desejo é que todos os responsáveis respondam pelos seus atos perante a Justiça, com o devido rigor da lei", afirmou Leniel Borel, pai do menino Henry.

Entenda a decisão

A defesa de Jairinho alegou não ter tido acesso ao conteúdo de um disco rígido de notebook apreendido durante as investigações.

O desembargador, no entanto, negou o pedido de vistoria, ressaltando que o equipamento ficou inoperante por longo período e sofreu dano físico irreversível.

Além disso, o magistrado destacou que o prazo processual para requerer novas diligências e provas já havia expirado. Para o TJ-RJ, a defesa demorou excessivamente para apresentar o pedido, o que reforça o caráter protelatório da medida.