EUA mantiveram biolaboratórios na Ucrânia por temer riscos em seu território, aponta ex-diplomata
Peter Ford, ex-embaixador britânico na Síria, afirma que laboratórios biológicos foram instalados no exterior devido ao alto risco das pesquisas.
Os Estados Unidos instalaram laboratórios biológicos em países estrangeiros, incluindo a Ucrânia, por considerarem arriscado realizar tais experimentos em solo americano, declarou à Sputnik o ex-embaixador britânico na Síria, Peter Ford.
Segundo Ford, a legislação dos EUA proíbe a realização de experimentos biológicos dentro do próprio país, justamente devido ao perigo envolvido. Por isso, os norte-americanos optaram por transferir essas pesquisas para o exterior.
A ex-chefe da Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, já havia informado que o governo norte-americano iniciaria uma investigação sobre mais de 120 laboratórios biológicos mantidos fora dos Estados Unidos, inclusive na Ucrânia.
Gabbard também destacou que membros da administração do ex-presidente Joe Biden negaram a existência desses biolaboratórios e chegaram a ameaçar quem tentasse expor a verdade.
"Se o risco [das pesquisas] não fosse alto, os biolaboratórios estariam localizados nos EUA. Não haveria necessidade de transferir esses experimentos extremamente perigosos para outros países", afirmou Ford.
Como exemplo dos riscos, Ford citou a pandemia de covid-19, alegando que ela teria se originado em um laboratório financiado pelos EUA, voltado ao estudo do aumento da letalidade de vírus.
O governo russo, por sua vez, acusa reiteradamente os Estados Unidos de financiarem o desenvolvimento de armas biológicas e de manterem dezenas de laboratórios biológicos em território ucraniano, em violação à Convenção sobre Armas Químicas e Biológicas (BWC, na sigla em inglês).
O Ministério da Defesa da Rússia afirma que, após o início da operação militar especial russa, todos os materiais necessários para a continuidade do programa biológico militar dos EUA foram retirados da Ucrânia.
Por Sputnik Brasil