Bolsas europeias fecham sem direção definida em meio a tensões entre EUA e Irã
Mercados reagem a incertezas geopolíticas e dados econômicos, com destaque para o setor de defesa e recuo das mineradoras
As bolsas europeias encerraram o pregão desta terça-feira, 19, sem direção única e com sinais de enfraquecimento. O apetite por risco diminuiu ao longo da sessão, refletindo as incertezas persistentes em torno do conflito entre Estados Unidos e Irã e seus possíveis impactos sobre a inflação e os juros globais.
Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,07%, aos 10.330,55 pontos. O DAX, em Frankfurt, subiu 0,49%, alcançando 24.428,17 pontos. Já o CAC 40, em Paris, recuou 0,07%, aos 7.981,76 pontos. Em Milão, o FTSE MIB caiu 0,65%, fechando em 48.354,89 pontos. O Ibex 35, em Madri, perdeu 0,32%, a 17.697,70 pontos, enquanto o PSI 20, em Lisboa, teve alta de 0,19%, aos 9.160,30 pontos. Os dados são preliminares.
Apesar do alívio inicial após Donald Trump adiar um ataque ao Irã e sugerir abertura para negociações, o rali europeu perdeu força ao longo do dia. Investidores reagiram também a indicadores econômicos fracos no Reino Unido e a avaliações cautelosas sobre a política monetária.
A taxa de desemprego no Reino Unido subiu para 5% no trimestre encerrado em março, superando as expectativas do mercado, o que reforça dúvidas sobre novos aumentos de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE).
Segundo a Indeed, o conflito no Oriente Médio pode pesar sobre o crescimento britânico nos próximos trimestres. Já o HSBC avaliou que outros bancos centrais podem elevar juros para preservar a credibilidade frente à persistência das pressões inflacionárias, especialmente as ligadas à energia.
Entre os destaques negativos, mineradoras listadas no Reino Unido recuaram acompanhando a queda dos preços dos metais, pressionados por dados mais fracos vindos da China. A Rio Tinto cedeu cerca de 2,7%, a Glencore caiu 2,1% e a AngloAmerican recuou aproximadamente 3%. O setor de mineração europeu como um todo recuou 3%.
Por outro lado, o setor de defesa foi destaque positivo, com alta de 1,3%. A Saab subiu 4,2% após notícias de participação no desenvolvimento de sistemas militares navais suecos.
Na bolsa de Frankfurt, a SAP figurou entre os principais suportes do DAX, com alta próxima de 5,5%. A Rheinmetall também se destacou, subindo cerca de 3% com a demanda por papéis ligados ao setor bélico. Em Londres, a IG Group disparou 10% após divulgação de balanço corporativo.
Com informações da Dow Jones Newswires