POLÍTICA E ECONOMIA

BC não será palanque para política, afirma Galípolo após questionamentos no Senado

Presidente do Banco Central reforça compromisso institucional diante de perguntas sobre termo firmado com Campos Neto.

Publicado em 19/05/2026 às 13:21
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo Reprodução

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19) que um dos principais compromissos de seu mandato é impedir que a instituição se transforme em "qualquer tipo de palanque para a política". A declaração foi feita durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em resposta a questionamentos de senadores a respeito de um termo de compromisso firmado entre o BC e o ex-presidente da autarquia, Roberto Campos Neto.

Em junho do ano passado, o Banco Central celebrou um termo de compromisso com Campos Neto, que à época já não ocupava mais a presidência da instituição.

O acordo previa o pagamento de R$ 300 mil por parte de Campos Neto à autarquia, devido à falta de verificação da legalidade de operações de câmbio e das qualificações de clientes enquanto era administrador do Santander Brasil. De acordo com processo datado de junho de 2025, os valores já foram quitados.

Questionado sobre o tema na CAE, Galípolo esclareceu que a assinatura de termos de compromisso é atribuição do Comitê de Decisão de Termo de Compromisso (Coter), órgão que atua de forma independente em relação à diretoria do BC.

Ao ser indagado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) sobre a composição do colegiado e o controle do comitê, Galípolo reiterou sua postura institucional: "O mandato que está escrito no Banco Central é que eu tenho que cuidar da estabilidade financeira e da estabilidade monetária, mas tem um terceiro mandato que tenho perseguido muito: não deixar o Banco Central se transformar em qualquer tipo de palanque para política", afirmou. "Não cabe a mim perseguir ninguém", completou o presidente do BC.