ENERGIA & PARCERIAS

Parceria com Pemex seria maravilhosa, mas geologia é que manda, diz diretora da Petrobras

Sylvia dos Anjos destaca que avanço em acordo com estatal mexicana depende do potencial geológico das áreas envolvidas.

Publicado em 19/05/2026 às 13:37
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Sylvia dos Anjos, diretora de Exploração e Produção da Petrobras, afirmou nesta terça-feira (19) que uma eventual parceria com a Pemex, estatal mexicana de óleo e gás, teria como caminho mais natural a associação entre as duas empresas. No entanto, ela ressaltou que o avanço de qualquer acordo depende fundamentalmente do potencial geológico das áreas em questão.

“Se depender dos presidentes, esse acordo para prospectar petróleo em águas profundas no Golfo do México sairia logo. A parceria que eu estou vendo, principal, é exploração. Adicionalmente, os campos maduros. Mas é o que eu sempre digo: quem manda é a geologia”, declarou Sylvia durante evento no Rio de Janeiro sobre plataformas flutuantes de produção de petróleo (FPSO).

Em abril, uma comitiva da Petrobras esteve no México para se reunir com representantes da Pemex. Entre os temas discutidos estavam a possibilidade de exploração e refino no país, além do incremento da produção em campos maduros locais.

“O México precisa de novas áreas de produção. Eles produzem 1,8 milhão de barris de petróleo bruto por dia, e está declinante. A curva de declínio é que assusta. Quando tiver BID leilão de áreas, a gente pode analisar. Mas não deve ocorrer tão cedo, porque eles ainda precisam organizar o modelo”, explicou a diretora.

Projetos atrelados

Sylvia dos Anjos também destacou que os projetos de exploração vinculados a plataformas flutuantes (FPSO), tanto com estruturas novas quanto revitalizadas, têm garantido resultados expressivos à Petrobras. Segundo ela, a companhia avalia a viabilidade de até duas plataformas FPSO no bloco de Aram, na Bacia de Santos.

“A carteira da Petrobras para FPSO é robusta”, afirmou. “Aram, na Bacia de Santos, que a presidente Magda Chambriard anunciou ontem, vamos ver um, quiçá dois FPSO. A gente está trabalhando, detalhando ainda o projeto”, acrescentou.

Ao anunciar investimentos voltados ao Estado de São Paulo, a presidente da Petrobras disse na segunda-feira que a empresa pretende estabelecer poços produtores no bloco até 2030.

Sylvia ainda ressaltou a liderança da Petrobras em operações em águas profundas: “Nos últimos dez anos, foram 24 FPSOs”, enumerou.