TENSÃO DIPLOMÁTICA

Trump chama Cuba de 'nação fracassada' e afirma que país precisa de ajuda

Presidente dos EUA critica regime cubano, destaca dificuldades enfrentadas pela população e evita detalhar possíveis ações contra Havana.

Publicado em 19/05/2026 às 16:15
O presidente Donald Trump AP/Julia Demaree Nikhinson

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 19, que Cuba é uma "nação fracassada" e que o país "precisa de ajuda", mas evitou responder se o regime cubano passará por mudanças.

Durante um evento para apresentar o novo salão de festas da Casa Branca, Trump foi questionado sobre diversos temas. Indagado sobre a possibilidade de uma ação militar em Cuba, o presidente declarou que o país caribenho tem buscado contato com os EUA.

"Olha, Cuba está nos procurando. Eles precisam de ajuda. Veja, Cuba é uma nação fracassada. Cuba precisa de ajuda e nós vamos fazer isso", afirmou Trump.

Na sequência, ao ser perguntado sobre a chance de um acordo diplomático com Cuba, Trump respondeu: "Acho que sim. Acho que sim".

O presidente americano também expressou apoio à comunidade cubana: "Eu sou muito favorável aos cubanos. Eles têm sido pessoas incríveis. Muitos perderam familiares. Muitos sofreram muito. Estiveram presos", disse. Trump acrescentou que os cubano-americanos são "pessoas incríveis", residentes principalmente em Miami, e afirmou acreditar ter recebido 97% dos votos desse grupo nas eleições presidenciais.

"Eles foram tratados muito, muito mal. Foram tratados extremamente mal e nós vamos resolver isso. Isso não vai ser difícil para nós resolvermos", garantiu.

Questionado se considerava necessária uma mudança de regime em Cuba, Trump evitou uma resposta direta.

"Eu poderia fazer isso. Mude o regime ou não, sabe, tem sido um regime duro. Eles mataram muitas pessoas", afirmou. "Mas é um país que realmente precisa de ajuda. Não tem nada. Eles não conseguem acender as luzes. Não conseguem comer. Nós não queremos ver isso", completou.

As declarações ocorrem em meio a um cenário de tensão entre os dois países. Além do embargo econômico vigente desde 1962, os EUA impuseram novas restrições ao fornecimento de petróleo para a ilha e aprovaram, neste mês, um novo pacote de sanções.

No fim de março, Trump chegou a afirmar que "Cuba é a próxima", durante um discurso em que exaltou ações militares americanas na Venezuela e no Irã, sem detalhar possíveis medidas contra Havana.

Na segunda-feira, 18, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou que a ilha tem o direito "legítimo" de responder a um eventual ataque de Washington.

A declaração foi dada após o site Axios informar, no domingo, 17, que Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares e estaria avaliando cenários de uso próximo à base naval americana na Baía de Guantánamo. Segundo a reportagem, autoridades americanas consideram a movimentação uma "ameaça crescente".