POLÍTICA

Flávio Bolsonaro evita citar Banco Master em primeiro evento após áudios com Vorcaro

Senador participou da Marcha dos Municípios em Brasília, não falou com a imprensa e focou críticas a propostas trabalhistas e promessas de campanha.

Por Sputinik Brasil Publicado em 19/05/2026 às 18:33
Flávio Bolsonaro discursa na Marcha dos Municípios, evitando comentar áudios com o Banco Master. © Leonardo Sobreira

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ameaçou nesta terça-feira (19) "neutralizar" criminosos ligados às facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

"Metam o pé do Brasil até dezembro deste ano, senão a partir do ano que vem vai todo mundo ser preso ou neutralizado pela polícia", afirmou Flávio Bolsonaro durante a XVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada na capital federal.

Esta foi a primeira aparição pública de Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios sobre suas conexões com Daniel Vorcaro, do Banco Master. O senador evitou comentar o assunto e não concedeu entrevistas à imprensa.

Durante o evento, Flávio Bolsonaro criticou propostas em análise no Congresso e no governo que tratam do fim da escala 6x1. "Todos nós queremos e merecemos trabalhar menos e ganhar mais", afirmou, classificando a proposta como "atrasada" e "engessada".

"Vai causar um impacto nos municípios de mais de 50 bilhões de reais por ano se for aprovada", criticou o senador. Ele anunciou que a oposição apresentará uma alternativa "melhor", permitindo ao trabalhador escolher quanto tempo deseja trabalhar, "e não o governo".

"O salário mínimo será por horas trabalhadas, é nossa proposta, com todos os direitos constitucionais garantidos", declarou.

Flávio Bolsonaro também prometeu, caso eleito, aprovar uma "anistia ampla, geral e irrestrita" aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Entre outras promessas, o pré-candidato afirmou que pretende implementar medidas de controle de gastos públicos e redução de impostos. "Vamos ajustar as contas públicas e os juros vão começar a cair", disse.