Famílias do Jaguaré aguardam definições após explosão que deixou mortos
Após explosão em São Paulo, governo e Justiça cobram responsabilidade de concessionárias; vítimas esperam soluções.
Duas pessoas morreram e pelo menos outras duas ficaram feridas na explosão ocorrida no último dia 11, no bairro do Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo. O governo e o Judiciário responsabilizam as concessionárias Sabesp e Comgas pelo desastre.
Uma semana após o incidente, que atingiu cerca de 150 imóveis e deixou duas vítimas fatais, as famílias afetadas seguem aguardando definições sobre como poderão reconstruir suas vidas. O Ministério Público (MP) esteve ontem (18) na comunidade atingida para colher depoimentos das famílias, que servirão de base para medidas emergenciais de atendimento.
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Também ontem, na sede do Ministério Público, uma reunião com representantes do governo e das empresas traçou o panorama do impacto: 744 pessoas receberam auxílio emergencial e pelo menos 51 moradias estão inabitáveis. Ainda não há previsão de normalidade para os atingidos.
De acordo com o MP, relatos de representantes das concessionárias COMGAS e SABESP, além da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), indicam que a prioridade da semana é o retorno das crianças abrigadas em hotéis para a escola.
O governo estadual informou, no domingo, que 293 imóveis já foram vistoriados por técnicos e engenheiros. As reformas começaram em 123 imóveis com danos leves, custeadas pelas concessionárias. Defesa Civil e as empresas previam concluir a lista de imóveis interditados até esta segunda-feira, mas a confirmação ainda não foi divulgada.