DIPLOMACIA GLOBAL

Xi recebe Putin em Pequim e busca consolidar China como superpotência influente

Encontro ocorre dias após visita de Trump e reforça papel estratégico de Pequim nas relações internacionais

Publicado em 20/05/2026 às 07:14
Vladimir Putin e Xi Jinping © Sputnik / POOL / Acessar o banco de imagens

O presidente da China, Xi Jinping, recebeu o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta quarta-feira, 20, em Pequim. A visita acontece poucos dias após a passagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela capital chinesa, e reforça o esforço chinês para consolidar sua imagem como superpotência global, segundo especialistas.

Putin foi recebido com uma cerimônia oficial no Grande Salão do Povo, onde as delegações dos dois países realizaram conversas bilaterais. Em seguida, houve uma cerimônia para assinatura de acordos de cooperação.

“A mensagem é claramente de que a China mantém amizade e parceria estratégica com qualquer potência que desejar, e os Estados Unidos são apenas uma delas”, afirmou Steve Tsang, diretor do Instituto da China na Universidade de Londres.

O assessor presidencial russo Yuri Ushakov declarou que não existe “nenhuma conexão” entre as visitas de Trump e Putin a Pequim, ressaltando que a viagem do líder russo foi acertada após conversa por videoconferência entre Putin e Xi no início de fevereiro.

Durante o encontro, Xi e Putin discutiram temas como energia, segurança e o aprofundamento dos laços bilaterais. As duas nações concordaram em estender um tratado de amizade firmado originalmente em 2001, conforme informou a mídia estatal chinesa.

A China se tornou o principal parceiro comercial da Rússia após a invasão da Ucrânia por Moscou, em 2022. Apesar de manter uma postura de neutralidade no conflito, Pequim intensificou relações comerciais com o Kremlin, mesmo diante das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e Europa.

Além disso, a China é hoje o maior cliente dos suprimentos de petróleo e gás russos, e Moscou espera que a escalada da guerra no Irã aumente ainda mais a demanda. O governo chinês também tem ignorado pressões do Ocidente para interromper o fornecimento de componentes de alta tecnologia utilizados pela indústria bélica russa.

Fonte: Associated Press. Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.